Por Taiane Nazaré
Última parada ao Norte de Portugal. Se pegar um autocarro pra qualquer cidade em direção acima do Tejo, um longo cochilo e pode terminar em Bragança. Ouve-se por aí, que alguns políticos em Lisboa nem consideram Bragança parte de Portugal. Mas isso é política, outro papo!
Última parada ao Norte de Portugal. Se pegar um autocarro pra qualquer cidade em direção acima do Tejo, um longo cochilo e pode terminar em Bragança. Ouve-se por aí, que alguns políticos em Lisboa nem consideram Bragança parte de Portugal. Mas isso é política, outro papo!
Primeira a ter título de cidade, Bragança é cheia de tradições. Com divertidos e estranhos costumes. Quando lia as crônicas do Mario Prata sobre a vida em Portugal, achava engraçada a forma como ele caracterizava os portugueses e seu jeito extrovertido em descrevê-los. Hoje, enxergo os portugueses mais ou menos assim. Pra não levar tudo tão a sério. Mais isso é outro texto, outra história.
Cidade histórica, fronteira com a Espanha, (há menos de uma hora de Zamora). Bragança é cercada de pequenas aldeias e vilas. Com apenas 25 mil habitantes no perímetro urbano, é considerado o maior distrito da região de Traz-os-Montes, como é conhecido esse sítio. Português brigantino é diferente de qualquer outro português. Sotaque carregado, bem mais forte que os estereótipos das telenovelas brasileiras. Sua população tem uma quantidade significativa de idosos – (Mais de 6.802, segundo o Censo de 2001). São também as poucas pessoas que pegam autocarros nessa cidade. Fora os idosos, todos fazem tudo a pé. Em Bragança não precisa de transporte. Ir para faculdade, hospital, biblioteca, teatro e discotecas. Pra tudo se chega andando. Devagar e sempre.
| Castelo de Bragança localizado no centro histórico da cidade. Foto: Anna Luiza |
Trabalho de português
Em Bragança, por sinal, estereótipo é pura verdade. Falam alto, só eles se entendem, dão nomes estranhos para as coisas, complicam o que poderia ser simples e ainda querem confundir o que já está resolvido. Só respondem ao pé da letra o que se pergunta: -Tem horas? – Sim.
Quando pedir uma informação de onde ir, ou onde fica tal lugar a um português, se ele ousar ter dúvida, desista e passe pro próximo. Ele também não sabe e ainda pode te deixar mais confuso. Para eles tudo é lógico: “lógico que sim! - lógico que não! - lógico que vai!..”. Mas, português toma banho?(me recuso a responder). Gostam de festa com muita comida, família sempre reunida, vizinhos e quem for bem-vindo, pode chegando. A comida nunca acaba. Com suas boinas típicas, blusas xadrez e um pacote de pão embaixo do braço, sempre. Maioria, católica, tem costumes de ir à missa aos domingos e as viúvas andam de preto o resto da vida.
Pouco texto para muitas situações engraçadas que você pode se deparar em Bragança. Mas, calma, ainda há tempo para aprender e conhecer dos brigantinos e seu jeitinho português de viver.
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